Pôr-do-sol

Pôr-do-sol
Lá vou eu, em mais um final de tarde atraente, atrás do por-do-sol, receber suas cores na minha mente. Cidade de Videira - SC

terça-feira, 12 de abril de 2011

Escola de Realengo - O Amor das Flores não Feneceu



O Amor das Flores não Feneceu

Neste instante, sem fim,
o nevoeiro sombrio da dor,
ainda cobre o meu e outros tantos jardins.
Eles ficaram áridos, vazios e sem cores,
com a partida precoce das inocentes flores.
O meu coração,
ainda está transbordando de tristeza
e chora lágrimas rubras.
O meu corpo, lutuoso,
ainda sente o golpe lancinante,
atirado pelo infame veneno dos humanos,
nos pequenos e indefensos manos.
O cerne da minha alma,
ainda diante de tal visão horrenda,
continua, em genuflexo,
orando em sufrágio das meninas e meninos
do nefasto massacre da escola de Realengo
e por todos aqueles que sofrem e choram por amor.
Cada jovem flor que partiu,
deixou uma mensagem viva e colorida
aos corações, insensatos, das criaturas.
É hora de palmilhar pelos cerros silentes
e de ouvir o som invisível dos ângelus!
É tempo de olhar, docemente, para o céu
e de cantar, suavemente, a paz com fervor.
Os jardins voltarão a florir,
pois cada flor que feneceu,
pacificamente, deixou para nós,
meus irmãos,
o seu plácido amor,
para ser imprimido no cerne do coração

Sanches Figueiredo

quinta-feira, 24 de março de 2011

O MAR

O Mar

Nome de magnânima expressão.
Destino dos incertos,
cenário de amores,
retrato de dissabores.
Dono de movimentos constantes,
nem sempre serenos.
Terão sido sonhos infindáveis sua fonte?
Estrada dos povos que partem
para além da curva do horizonte.

Sanches Figueiredo

domingo, 5 de dezembro de 2010

NATAL DE LUZ

Natal de Luz

Lá, do azul celestial,
a boa luz veio nos revelar
o brilho da confraternização universal.

É preciso seguir esta luz.
Vamos nos preparar
para o Natal de Jesus.

É preciso união e paz.
Vamos, todos, celebrar
o nascimento glorioso do menino Jesus.

É preciso conquistar o amor.
Vamos, livremente, cantar
com alegria o aniversário do Senhor.

Juntos, temos que nos desarmar.
Temos que abrir o coração.
Temos que despertar a esperança.
Temos que nos dar as mãos.

Que o nosso Deus-Pai possa ouvir
os versos deste seu filho!
Unidos, vamos conseguir,
formar uma grande família!

Este é o meu desejo real,
que fica muito mais belo em Ti.
Somos irmãos, afinal! Feliz Natal!

Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ

terça-feira, 30 de novembro de 2010

NAQUELA MESA

Naquela Mesa

Ainda tenho a nítida visão
daquela mesa, sempre ocupada
nas refeições por meu pai, por minha mãe,
por mim e por meus nove irmãos.

Mas vi, com o passar do tempo,
dez cadeiras serem esvaziadas.
Menos a de minha irmã mais velha
e a de minha viúva mãe amada,
que continuam a morar na mesma casa.

Eu ainda vi cada irmão se separar,
buscando alcançar novos ares.
Mas nenhum de nós deixou de lá se encontrar,
naquela mesa, onde haverá sempre doze lugares.

O tempo não para, continua a passar.
A gente vai envelhecendo naturalmente.
E quando as invisíveis trombetas anunciarem a hora,
inevitavelmente, cada um de nós vai embora.

Mas, enquanto um de nós estiver na Terra,
seremos sempre doze fraternos irmãos.
Sentaremos sempre àquela mesa,
construída pelas mãos de nosso saudoso pai,
que partiu com a nossa pura dileção.

E, ainda hoje,
naquela mesma mesa, se ouve doce homilia...
e se escreve a bela história
da união de nossa família,
que eu versejo no relicário da memória.

Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SEMPRE PORTELA

Sempre Portela

Amada Portela, dentre todas a mais bela.
Foi Deus quem pintou tuas cores imortais:
Do azul do céu Ele fez a tela,
coberta por nuvens brancas de paz.
E neste mesmo infinito véu
estrelas sempre brilharam de alegria,
com a águia voando na avenida,
em tantos carnavais de vitórias.
A aurora da minha saudade
traz lembranças de outrora...

Tempos tão gloriosos
nunca sairão da memória,
ecoam em nossas vidas,
escreveram a tua história.
Berço, celeiro de bambas,
fonte pura dos mais lindos sambas,
de poemas em forma de canção,
que cada portelense acompanha
com as batidas do próprio coração.

Tua velha guarda, diamante lapidado,
é como a escola, pioneira.
E vem mostrar a importância
de louvar as tradições,
do orgulho do passado,
revivido em belas composições.
Portela, o samba, ao teu lado,
tem mais vida e esperança,
contagia a cidade inteira
e nunca morrerá nos corações!

No Rio de Janeiro, de tantas cores,
encontrei meus dois amores:
O azul do céu, que contemplamos,
e o branco da paz com a qual sonhamos.
Portela, és como o amor, que não se repete.
Nascestes para ser campeã
com a bênção da tua padroeira.
Porque és a Portela dos mestres,
a minha paixão verdadeira.
De Oswaldo Cruz e Madureira.
De ontem, de hoje e de amanhã.
*
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ

sábado, 23 de outubro de 2010

ENFERMAGEM

A poesia é um buquê de flores, que entrego de coração, a cada um dos profissionais de enfermagem do Hospital da Lagoa-RJ (foto), do Hospital Barros Barreto-PA e Hospital das Clínicas-PA que prestam os serviços dos Céus.
*
Enfermagem
*
És uma ciência! Uma arte! Uma profissão vital!
Tu nos socorres a toda hora, sempre com o mesmo brilho.
És, no nosocômio, importante, essencial.
Tu cuidas de nós como a mãe que nutre e cria seu filho.
*
No leito, num momento de dor,
alimenta-nos para nos ver sorrir de ventura.
Na desesperança, és como a flor,
e de tuas palavras brotam pétalas de ternura.
*
Nós estamos sempre sob os teus cuidados.
Educa-nos para saúde com amor, com a técnica eficaz.
Teus serviços, mesmo que silenciosamente, são valorizados.
*
Nós agradecemos à ciência da enfermagem.
Tua luz é a que está sempre acesa, e seus profissionais
merecem a mais excelsa homenagam.
*
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ATRÁS DO PÔR-DO-SOL

Foto: Pôr-do-sol na cidade de Videira - SC
*
ATRÁS DO PÔR-DO-SOL
*
Lá vou eu,
em mais um final de tarde atraente.
Sem pressa, vou atrás do pôr-do-sol,
receber suas cores na minha mente.
*
Com elas, eu bordo, em versos, a tua beleza,
quando ouço a natureza cantar a alvorada.
E ainda teço, em prosa, os nossos momentos.
É o amanhecer do meu amor, sob o olhar
da luz dourada do firmamento.
*
E assim, vou andando em favor do tempo
e superando as dificuldades.
Vou apurando o meu sentimento
e cantando a minha saudade.
Trazendo-a sempre para perto de mim,
minha amada flor de lis.
*
Lá vou eu, a caminho
das inefáveis colinas de Videira.
Vou colher a essência pura do pôr-do-sol.
E com olhos repletos de beleza e carinho,
ainda assistirei ao espetáculo de sua luz derradeira.
*
Atrás dessa sinfonia de cores,
levo uma rosa bordô na minha mão,
colhida no jardim Canto ds Roseiras.
E, na outra, o amor sereno do teu coração,
que segue comigo para a vida inteira!
*
E quando chegar ao destino,
cantarei, ao imaculável Sol,
o lirismo triunfal do nosso hino.
*
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ