Pôr-do-sol

Pôr-do-sol
Lá vou eu, em mais um final de tarde atraente, atrás do por-do-sol, receber suas cores na minha mente. Cidade de Videira - SC

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Agora Tudo Acabou

Agora Tudo Acabou

Agora,
não adianta suplicio,
muito menos chorar.
Foram tantas oportunidades,
em nenhuma delas,
você soube aproveitar.

Para mim,
nosso amor se acabou...
Tantos momentos vividos
de fantasia e ilusão.
Um coração solitário,
sem receber uma gota de atenção.
Um corpo carente
sem sentir o orvalho do amor
Uma vida macerante,
foi o que você sempre me presenteou.

Mas agora...,
tudo acabou.
Estamos, literalmente, separados,
cada um para seu lado....

De agora em diante,
abro novos caminhos,
afastando pedras e espinhos.
Quero um amor sereno de se ter,
que não me faça sofre por amor
e nem por bem viver.

Mas agora...,

Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ

domingo, 12 de junho de 2011

Cidade de Videira SC - SUBLIME AMOR

Sublime Amor

Ainda hoje,
minha pequena Videira,
quando piso no teu solo fértil,
sinto o forte desejo de alvorecer
com as nossas floridas roseiras.

E é nesse instante inaudito,
que o fecundo orvalho das rosas
borrifa a fragrância da ternura
no interior da minha vida amorosa.
E rejubila-me de ventura

Linda e serena menina.
Em todo tempo, as rosas me revelam,
no primeiro momento da aurora,
que és a mais calorosa das cidades vizinhas
do meio-oeste de Santa Catarina.

E mais ainda,
és uma rosa de meu sonho.
Uma realidade que proclamo.
Uma rosa que eu amo.

Ainda hoje, não sei
o que mais me fascina:
admirar as fulgentes estrelas
repousarem nos teus rios e cascatas;
caminhar por tuas saudosas vinhas;
aspirar a paz as tuas inocentes matas;
ou cortejar tuas indescritíveis colinas.

Mas sei que continuarei
versejando, com sutileza,
o meu sublime amor por minha flor de lis
e pelos atrativos da tua natureza...
Pulsando em meu coração feliz.

Com paciência e desvelo,
vou construindo minha estrada,
para bem-viver, lado a lado, esse cândido elo
com as minhas rosas tão amadas.

Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ

terça-feira, 12 de abril de 2011

Escola de Realengo - O Amor das Flores não Feneceu



O Amor das Flores não Feneceu

Neste instante, sem fim,
o nevoeiro sombrio da dor,
ainda cobre o meu e outros tantos jardins.
Eles ficaram áridos, vazios e sem cores,
com a partida precoce das inocentes flores.
O meu coração,
ainda está transbordando de tristeza
e chora lágrimas rubras.
O meu corpo, lutuoso,
ainda sente o golpe lancinante,
atirado pelo infame veneno dos humanos,
nos pequenos e indefensos manos.
O cerne da minha alma,
ainda diante de tal visão horrenda,
continua, em genuflexo,
orando em sufrágio das meninas e meninos
do nefasto massacre da escola de Realengo
e por todos aqueles que sofrem e choram por amor.
Cada jovem flor que partiu,
deixou uma mensagem viva e colorida
aos corações, insensatos, das criaturas.
É hora de palmilhar pelos cerros silentes
e de ouvir o som invisível dos ângelus!
É tempo de olhar, docemente, para o céu
e de cantar, suavemente, a paz com fervor.
Os jardins voltarão a florir,
pois cada flor que feneceu,
pacificamente, deixou para nós,
meus irmãos,
o seu plácido amor,
para ser imprimido no cerne do coração

Sanches Figueiredo