A poesia faz subir o nível das pessoas, pois ela é a expressão da arte e da beleza que habita em cada um de nós. Sou um pequeno beija-flor, sem asas, que tenta vooar pelo céu azul da poesia.
Pôr-do-sol
Lá vou eu, em mais um final de tarde atraente, atrás do por-do-sol, receber suas cores na minha mente. Cidade de Videira - SC
domingo, 26 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Cidade de Videira SC - SUBLIME AMOR
Sublime AmorAinda hoje,
minha pequena Videira,
quando piso no teu solo fértil,
sinto o forte desejo de alvorecer
com as nossas floridas roseiras.
E é nesse instante inaudito,
que o fecundo orvalho das rosas
borrifa a fragrância da ternura
no interior da minha vida amorosa.
E rejubila-me de ventura
Linda e serena menina.
Em todo tempo, as rosas me revelam,
no primeiro momento da aurora,
que és a mais calorosa das cidades vizinhas
do meio-oeste de Santa Catarina.
E mais ainda,
és uma rosa de meu sonho.
Uma realidade que proclamo.
Uma rosa que eu amo.
Ainda hoje, não sei
o que mais me fascina:
admirar as fulgentes estrelas
repousarem nos teus rios e cascatas;
caminhar por tuas saudosas vinhas;
aspirar a paz as tuas inocentes matas;
ou cortejar tuas indescritíveis colinas.
Mas sei que continuarei
versejando, com sutileza,
o meu sublime amor por minha flor de lis
e pelos atrativos da tua natureza...
Pulsando em meu coração feliz.
Com paciência e desvelo,
vou construindo minha estrada,
para bem-viver, lado a lado, esse cândido elo
com as minhas rosas tão amadas.
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ
terça-feira, 12 de abril de 2011
Escola de Realengo - O Amor das Flores não Feneceu
O Amor das Flores não Feneceu
Neste instante, sem fim,
o nevoeiro sombrio da dor,
ainda cobre o meu e outros tantos jardins.
Eles ficaram áridos, vazios e sem cores,
com a partida precoce das inocentes flores.
O meu coração,
ainda está transbordando de tristeza
e chora lágrimas rubras.
O meu corpo, lutuoso,
ainda sente o golpe lancinante,
atirado pelo infame veneno dos humanos,
nos pequenos e indefensos manos.
O cerne da minha alma,
ainda diante de tal visão horrenda,
continua, em genuflexo,
orando em sufrágio das meninas e meninos
do nefasto massacre da escola de Realengo
e por todos aqueles que sofrem e choram por amor.
Cada jovem flor que partiu,
deixou uma mensagem viva e colorida
aos corações, insensatos, das criaturas.
É hora de palmilhar pelos cerros silentes
e de ouvir o som invisível dos ângelus!
É tempo de olhar, docemente, para o céu
e de cantar, suavemente, a paz com fervor.
Os jardins voltarão a florir,
pois cada flor que feneceu,
pacificamente, deixou para nós,
meus irmãos,
o seu plácido amor,
para ser imprimido no cerne do coração
Sanches Figueiredo
quinta-feira, 24 de março de 2011
O MAR
domingo, 5 de dezembro de 2010
NATAL DE LUZ
Natal de LuzLá, do azul celestial,
a boa luz veio nos revelar
o brilho da confraternização universal.
É preciso seguir esta luz.
Vamos nos preparar
para o Natal de Jesus.
É preciso união e paz.
Vamos, todos, celebrar
o nascimento glorioso do menino Jesus.
É preciso conquistar o amor.
Vamos, livremente, cantar
com alegria o aniversário do Senhor.
Juntos, temos que nos desarmar.
Temos que abrir o coração.
Temos que despertar a esperança.
Temos que nos dar as mãos.
Que o nosso Deus-Pai possa ouvir
os versos deste seu filho!
Unidos, vamos conseguir,
formar uma grande família!
Este é o meu desejo real,
que fica muito mais belo em Ti.
Somos irmãos, afinal! Feliz Natal!
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ
terça-feira, 30 de novembro de 2010
NAQUELA MESA
Ainda tenho a nítida visão
daquela mesa, sempre ocupada
nas refeições por meu pai, por minha mãe,
por mim e por meus nove irmãos.
Mas vi, com o passar do tempo,
dez cadeiras serem esvaziadas.
Menos a de minha irmã mais velha
e a de minha viúva mãe amada,
que continuam a morar na mesma casa.
Eu ainda vi cada irmão se separar,
buscando alcançar novos ares.
Mas nenhum de nós deixou de lá se encontrar,
naquela mesa, onde haverá sempre doze lugares.
O tempo não para, continua a passar.
A gente vai envelhecendo naturalmente.
E quando as invisíveis trombetas anunciarem a hora,
inevitavelmente, cada um de nós vai embora.
Mas, enquanto um de nós estiver na Terra,
seremos sempre doze fraternos irmãos.
Sentaremos sempre àquela mesa,
construída pelas mãos de nosso saudoso pai,
que partiu com a nossa pura dileção.
E, ainda hoje,
naquela mesma mesa, se ouve doce homilia...
e se escreve a bela história
da união de nossa família,
que eu versejo no relicário da memória.
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
SEMPRE PORTELA
Sempre PortelaAmada Portela, dentre todas a mais bela.
Foi Deus quem pintou tuas cores imortais:
Do azul do céu Ele fez a tela,
coberta por nuvens brancas de paz.
E neste mesmo infinito véu
estrelas sempre brilharam de alegria,
com a águia voando na avenida,
em tantos carnavais de vitórias.
A aurora da minha saudade
traz lembranças de outrora...
Tempos tão gloriosos
nunca sairão da memória,
ecoam em nossas vidas,
escreveram a tua história.
Berço, celeiro de bambas,
fonte pura dos mais lindos sambas,
de poemas em forma de canção,
que cada portelense acompanha
com as batidas do próprio coração.
Tua velha guarda, diamante lapidado,
é como a escola, pioneira.
E vem mostrar a importância
de louvar as tradições,
do orgulho do passado,
revivido em belas composições.
Portela, o samba, ao teu lado,
tem mais vida e esperança,
contagia a cidade inteira
e nunca morrerá nos corações!
No Rio de Janeiro, de tantas cores,
encontrei meus dois amores:
O azul do céu, que contemplamos,
e o branco da paz com a qual sonhamos.
Portela, és como o amor, que não se repete.
Nascestes para ser campeã
com a bênção da tua padroeira.
Porque és a Portela dos mestres,
a minha paixão verdadeira.
De Oswaldo Cruz e Madureira.
De ontem, de hoje e de amanhã.
*
Sanches Figueiredo
Rio de Janeiro - RJ
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